sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO!!


Em janeiro,seja muito feliz..
Em fevereiro,tenha muita paz..
Em março,sinta de Deus o amor...
Em abril,viva em união...
Em maio,sorria para a vida...
Em junho,dê a todos o perdão...
Em julho,busque mais a Deus...
Em agosto,distribua felicidade...
Em setembro,faça muitas amizades...
Em outubro,seja compassiva...
Em novembro,seja mais consciente...
Em dezembro,tenha boas recordações...
Resumindo, um novo ano tá surgindo...
Novas conquistas também...
Que aconteça tudo de bom na sua vida...
Desejo a você:
365 dias de felicidade;
52 semanas de saúde e prosperidade;
12 meses de amor e carinho;
8760 horas de paz e harmonia;
Que neste novo ano
você tenha 2011 motivos para sorrir...
Com muito amor...
Bjo, Krika

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Xô Ano Velho! Vem q Vem Ano Novo!

Final do ano está chegando...eu pensei que não fosse acabar mais. Um ano de contrastes e profundas dualidades na minha vida.
Ano que começou com uma felicidade imensa, marcado por uma entrega de sentimentos nunca vivida por mim e que termina agora com uma necessidade de resgate desses mesmos sentimentos.

Um ano em que mudei de vida, de planos e isso não se consegue sem algum sofrimento e retrocessos em decisões anteriores.
Se eu for fazer um balanço eu diria que foi um ano onde cresci muito enquanto ser humano e que fui ao fundo de minha própria identidade enquanto mulher.

Cresci porque descobri a importância de amizades verdadeiras. Cresci porque descobri do quanto eu sou capaz de realizar, independente de como estiver o meu estado de espírito. Cresci porque descobri que raiva, mágoa, ressentimento são sentimentos que absolutamente não me dominam. Cresci porque descobri o quanto o meu trabalho pode significar para outras pessoas e principalmente cresci porque descobri que apesar de tudo sou capaz de recomeçar.

A mulher que chega ao final de 2010 ainda sofre, mas não morreu, não desistiu, não sucumbiu e permaneceu viva. Essa mulher ainda ama e muito e vai amar infinitamente, mas em sossego.

Hoje com a expectativa das realizações que estão por vir, de novamente tentar me interessar por outra pessoa mesmo sabendo o quanto será difícil, com a vida financeira já vislumbrando uma luz no final do túnel, perto da família, junto dos amigos, considero que preciso aceitar o ano que passou e ir adiante.

Hoje tento me gostar mais, penso que mereço o que ainda irá acontecer de bom. Ainda falta alguma coisa, que não sei bem o que é, para que eu tenha paz. Um reencontro com a espiritualidade, um ressurgimento da auto-estima, uma aceitação do final, um diminuir da saudade, da tristeza e principalmente o encontro do meu sorriso verdadeiro. Mas tenho certeza que vou conseguir. Sem perder a ternura, o romantismo, a credulidade e a confiança na vida, nos sentimentos e em mim.

Porque se tenho defeitos ou qualidades não importa, o que importa é que tenho a certeza que sou hoje, a melhor opção para mim. Que sou o que eu mereço, que vivi intensamente tudo que desejei e isso fez de mim essa mulher que eu preciso, que me agrada, me seduz, me convence.
Hoje retomo as minhas rédeas para ser pra sempre; A MULHER DA MINHA PRÓPRIA VIDA.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Ando sem tempo...

Ando sem tempo...

Sem tempo para vir aqui e deixar uma parte de mim em letras. Sem tempo para pensar, lembrar, escrever.
Às vezes acho que meu dia nunca vai terminar. Que minha saúde esta meio atropelada pela minha vontade de ir em frente com meus planos. Os pequenos e grandes planos que construí e dos quais não abro mão. Entre o trabalho que me toma cada vez mais espaço, o estudo onde descobri uma força que não julgava ter, a fé que surgiu sem que eu percebesse de quanto eu sentia falta de dar mais atenção ao espiritual, eu vou caminhando, tentando acertar, querendo fazer o melhor.

Ando sem tempo de ler, não que eu não tenha lido nos últimos meses. Leio muito, todo dia, são textos e livros que já havia iniciado.
Os amigos reclamam que eu sumi, e é verdade. Falta-me tempo, força física e por vezes, até vontade. Virar noite, passar madrugadas na rua é hoje uma outra realidade, que com certeza não é a minha no momento. É claro que adoro dançar, de sair com amigas, de comemorar aniversários de quem gosto. E faço isso, mas somente quando posso, quando quero, quando escolho.

Ando sem tempo de conversar horas no MSN, de mandar recados constantes no Orkut. A vida virtual passou a um estágio ainda mais secundário. Penso que quem é amigo de verdade há de entender essa fase.
Existe, ainda quem cobre o fato de eu estar sozinha. Dou um sorriso, digo que é a falta de tempo. Grande e incontestável desculpa. Reconheço que nesse detalhe o que me falta é interesse. Porque ando sem tempo, mas não o suficiente para esquecer o quanto é bom ter alguém para seguir junto, para me tirar do sério, para me "irresponsabilizar".
E enquanto não aparece esse alguém que valha a pena, vou brincando de ser feliz, empurrando a vida e passando o tempo, esse tempo que nem tenho...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Reflexões

Há horas em nossa vida que somos tomados por uma enorme sensação de inutilidade, de vazio... Questionamos o porquê de nossa existência e nada parece fazer sentido. Concentramos nossa atenção no lado mais cruel da vida, aquele que é implacável e a todos afeta indistintamente: As perdas do ser humano. Ao nascer, perdemos o aconchego, a segurança e a proteção do útero. Estamos, a partir de então, por nossa conta. Sozinhos. Começamos a vida em perda e nela continuamos. Paradoxalmente, no momento em que perdemos algo, outras possibilidades nos surgem. Ao perdermos o aconchego do útero, ganhamos os braços do mundo. Ele nos acolhe: nos encanta e nos assusta, nos eleva e nos destrói... E continuamos a perder... E seguimos a ganhar.

Perdemos primeiro a inocência da infância. A confiança absoluta na mão que segura nossa mão, a coragem de andar na bicicleta sem rodinhas por que alguém ao nosso lado

nos assegura que não nos deixará cair... E ao perdê-la, adquirimos a capacidade de questionar. Por que? Perguntamos a todos e de tudo... Abrimos portas para um novo mundo e fechamos janelas, irremediavelmente deixadas para trás... Estamos crescendo. Nascer, crescer, adolescer, amadurecer, envelhecer, morrer, renascer (?)... Vamos perdendo aos poucos alguns direitos e conquistando outros.

Perdemos o direito de poder chorar bem alto, aos gritos mesmo, quando algo nos é tomado contra a vontade. Perdemos o direito de dizer absolutamente tudo que nos passa pela cabeça sem medo de causar melindres. Assim, se nossa tia às vezes nos parece gorda tememos dizer-lhe isso. Receamos dar risadas escandalosamente da bermuda ridícula do vizinho ou puxar as pelanquinhas do braço da vó com a maior naturalidade do mundo e ainda falar bem alto sobre o assunto.

Estamos crescidos e nos ensinam que não devemos ser tão sinceros

. E aprendemos.. E vamos adolescendo... Ganhamos peso, ganhamos seios, ganhamos pelos, ganhamos altura... Ganhamos o mundo. Neste ponto, vivemos em grande conflito. O mundo todo nos parece inadequado aos nossos sonhos... Ah! os sonhos!!! Ganhamos muitos sonhos. Sonhamos dormindo, sonhamos acordados, sonhamos o tempo todo. Aí de repente, caímos na real!

Estamos amadurecendo... Todos nos admiram. Tornamo-nos equilibrados, contidos, ponderados. Perdemos a espontaneidade. Passamos a utilizar o raciocínio, a razão acima de tudo. Mas não é justamente essa a condição que nos coloca acima (?) dos outros animais? A racionalidade, a capacidade de organizar nossas ações de modo lógico e racionalmente planejado? (???) E continuamos amadurecendo.... Ganhamos um carro novo, um companheiro, ganhamos um diploma. E desgraçadamente perdemos o direito de gargalhar, de andar descalço tomar banho de chuva, lamber os dedos e soltar pum sem querer...

Mas perdemos peso!!! Já não pulamos mais no pescoço de quem amamos e tascamos - lhe aquele beijo estalado... Mas apertamos as mãos de todos, ganhamos novos amigos, ganhamos um bom salário, ganhamos reconhecimento, honrarias, títulos honorários

e a chave da cidade...E assim, vamos ganhando tempo.... Enquanto envelhecemos. De repente percebemos que ganhamos algumas rugas, algumas dores nas costas (ou nas pernas), ganhamos celulite, estrias, ganhamos peso... E perdemos cabelos.

Nos damos conta que perdemos também o brilho no olhar, esquecemos os nossos sonhos, deixamos de sorrir... Perdemos a esperança. Estamos envelhecendo. Não podemos deixar pra fazer algo quando estivermos morrendo... Afinal, quem nos garante que haverá mesmo um renascer, exceto aquele que se faz em vida, pelo perdão a si próprio, pelo compreender que as perdas fazem parte, mas que apesar delas, o sol continua brilhando e felizmente chove de vez em quando, que a primavera sempre chega após o inverno, que necessita do outono que o antecede...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Palavras vãs

Um dia resolvi me apaixonar... E foi exatamente neste dia que você apareceu. Eu? Um pouco assustada, talvez... Meu coração nunca havia palpitado tão forte... Uma pessoa especial!
Radicalmente, houve mudanças em meus atos, atitudes, semblante... Vida nova! Estava realmente apaixonada! Uma nova mulher! (Era como me sentia...). Descobri o verdadeiro sentido do que é ser feliz de verdade! E foi com você!
Mas... Existem dois lados da moeda... Tudo tem seu preço! Decepção, foi o preço!
Nunca imaginei sentir-me tão mal. Um caos emocional tomou conta de mim... E, por diversas vezes, me perguntei: Por que não dá certo?
Aprendi. Aprendi a amar, no entanto conheci o sofrer! A sensação?
Fui traída pelo meu próprio coração: Escolhi a pessoa errada!

Sou a metade que falta de alguém. Mas de quem?
Passamos a vida procurando, mas achar não é fácil...
Uma procura desenfreada por amor. Por um pouco de carinho. Alguém que complete, alguém que encaixe...
Não um encontro simples entre dois corpos físicos, mas um encontro de almas, que se doem entre si, que se completem como peças de um mesmo quebra-cabeças. Viver é complicado, para mim amar ainda mais!
Estar no mundo um aprendizado, uma busca pela paz, ter alguém é bem difícil, pois ninguém é de ninguém. Ser de alguém pior ainda, pois não consigo ter a confiança de acreditar em mais ninguém. Nisso sou mesmo criança, não cresci ainda não!
Mas, tenho esperança de um dia encontrar alguém que com muita paciência e amor me faça acreditar que é possível se ser feliz com alguém sem se machucar...
Às vezes ponho a prova e tenho dúvidas se quero realmente achar, tenho muito medo de amar... Ando para frente,mas não consigo parar de olhar para trás... As cicatrizes marcam lembranças, como me livrar delas?

Busco um amor; Mas nem sei o que é, realmente... O que é o amor?
Quero aprender o que é, mas tenho medo, sim tenho medo de amar... Penso, penso, mas não concluo idéias, por medo de errar, não há mais tempo para errar, todas as chances de erro já perdi; mas agora amo-me, sinto-me diferente, numa nova etapa, para uma nova vida, um novo eu, oportunidade, crescimento, longe das amarras do passado, as quais eu mesma criei... Meu próprio cárcere, minha própria ilusão, pois, presa não estou, amarrei-me sozinha... Cabendo somente a mim dar o primeiro passo, abrir a janela, abrir os olhos e sair da escuridão
... Se o desejo de ser amada for mais forte e eu me prender a alguém com insistência, ele se aborrecerá e acabará se afastando de mim.

O primeiro estágio do amor é a simpatia. A simpatia aumenta e se torna apego, e nesse estágio há sofrimentos e alegrias. A alegria proveniente do amor-apego vem sempre acompanhada de angústias e sofrimentos. A alegria absoluta, que não vem acompanhada de sofrimentos nem de angústias, só será obtida quando o meu amor evoluir mais. Só será obtida quando eu abandonar o apego e deixar o outro totalmente livre. Quando eu soltar o outro, ele voltará a mim espontaneamente, com amor sincero, porque ele, originalmente, é a outra metade da minha alma.

Sem amor, sem magia, sem carinho, vivo só de poesia. Sinto medo, não consigo, fechei meu coração e o meu corpo para o sentir!
A poesia tornou-se o apoio, tornou-se o alento, na hora do sofrimento...
Escrevo para não explodir com tantas idéias, faço isso com prazer para realmente relaxar, extravasar!
Escrevo para viver, escrevo para me encontrar, busco a mim mesma em meus textos e poesias...
Sou eu mesma quando escrevo. Escrevendo não me sinto só, me sinto completa e plena, encho as lacunas do meu peito. Busco nas palavras a alegria, o sentimento e a emoção. Vivo delas, delas me alimento, recrio aquilo que me faz e fez sofrer.
Quero um dia saber viver sem ter como parâmetro as lembranças do
passado.
Ter alguém que me valorize e ame ao lado, sem cobranças, neste mútuo aprendizado!

Krika

Recuo


Na guerra ou na vida, períodos de recuo são essenciais em qualquer boa estratégia. Ou simplesmente acontecem, atropelando nossa vontade mesmo assim, continuam sendo estarrecedoramente úteis (depois de passada a raiva por termos sidos detidos na marcha, claro). Eles nos forçam a enxergar a situação sob outro prisma, com mais frieza e, por isso mesmo, de forma mais acertada e isenta dos erros de julgamento que a intensidade e a raiva nos levam a cometer (o significado do ditado chinês "o lugar mais escuro é sempre debaixo da lâmpada" tornou-se, de repente, tão claro para mim como areia em dia de sol).

O grande barato de, vez por outra, nos distanciarmos do que nos importa é sentir o que esse redimensionamento nos causa. E seja ele qual for, a retomada nunca é insípida: ou nos faz enxergar a placa de "rua sem saída" que teimávamos em não ver ou, feito polimento em prata, devolve o brilho ao que o tempo havia enegrecido. Talvez por isso alguns casais só se entendam depois de uma separação: a dor, a sensação de ficar sem centro gravitacional, não ter mais ali ao lado quem se ama, pode provocar verdadeiros milagres na dinâmica de uma vida em comum (e na vida solo). Mas não podemos contar com milagres, precisamos da razão. O problema é que nossa suposta sapiência tende a sub-avaliar o que se tem ou (talvez seja pior), exagerar na importância e, se quisermos ser felizes, é inútil proclamar independência emocional ou tornar-se escravo das paixões. Qualquer extremismo nos isola e, curiosamente, é só dando um pequeno mergulho na solidão que compreendemos o valor do que nos rodeia e mora dentro de nós.

Depois de sofrer feito o cão por encarar tudo na base do oito ou oitenta, fiz um pacto comigo mesma: jamais levaria coisa alguma a ferro e fogo porque nada importa tanto. Absolutamente nada é imprescindível. Nem ninguém. Esse não é um discurso de auto-suficiência, pelo contrário, é uma reflexão de alguém que aprendeu na porrada (ou melhor, no choro) que só relativizando, tornando a existência e o coração mais leves, é que se pode ser feliz e, então, ser feliz com alguém. Pare de arrastar correntes, levar tudo tão a sério: a única coisa que você vai conseguir é uma úlcera. Cuide de quem ama mas não faça disso o objetivo da sua vida porque ficará, inevitavelmente, frustrada quando não tiver dele o que deu pra ele. Ou não tiver dele o que você ACHA que ele deveria devolver. E será bem feito: você fez o que quis, porque quis, então não venha reclamar o troféu. Não existe prêmio para quem doa amor. Por isso, distanciar-se deveria ser uma tarefa cotidiana: evitaria que fôssemos sugados pelo redemoinho que sempre começa logo ali nos nossos pés, mas estamos ocupados demais pra ver. Evitaria que exercêssemos de forma tão eficaz, e perigosamente despercebida, nossos piores defeitos.

Quando algo começar a te enlouquecer, enfernizar ou surtar, use a técnica dos grandes admiradores de arte: recue diante da tela, mude de ângulo em relação a ela, observe as cores, os traços e os detalhes que, na correria, sempre passam despercebidos. Então notará que ela é muito mais do que aquele ponto preto que ficava, insistente, diante dos seus olhos.

Ser feliz, no final das contas, não é questão de sorte ou azar. É questão de perspectiva.
Krika

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Acontece

Acontece de resolvermos ir adiante ou recuar. De sonharmos sonhos imersos na realidade ou sonhos completamente irrealizáveis.

Às vezes realmente acreditamos que o mundo dá voltas sobre um eixo de possibilidades e que só precisamos reconhecer as nuances dessas intensas mudanças.

Acontece de um querer e o outro não. Acontece de um brincar e o outro levar a sério. E por vezes o limite é o coração, por outras a razão. Acontece de pensarmos nas dores que já tivemos, nos erros que já cometemos e não levar nada disso em consideração. Mas também acontece de serem exatamente esses detalhes que nos freiam a vontade de arriscar.

Às vezes fazemos planos, outras apenas nos deixamos levar. Acontece de ser a pessoa perfeita ou da perfeição ser exatamente o fato de ser a pessoa mais improvável para seguirmos junto.

Acontece e como acontece, de nos apaixonarmos e aí então o que importa se acontece na hora certa ou se entra como um vendaval no pior momento.

E se tudo que acontece foi traçado por uma força maior, que por vezes chamamos destino, então de que adianta pensar sobre, pensar em como, pensar no porque. Resta apenas reconhecer que o que é importante... Acontece, às vezes acontece!
Krika

Músicas que falam por si

Tentando entender que felicidade são momentos bons...que passam...mas que vão ser bons para sempre. Me deparei com essas duas músicas da Pitty que retratam esses momentos...


EQUALIZE
PITTY

Às vezes se eu me distraio
Se eu não me vigio um instante
Me transporto pra perto de você
Já vi que não posso ficar tão solta
Me vem logo aquele cheiro
Que passa de você pra mim
Num fluxo perfeito

Enquanto você conversa e me beija
Ao mesmo tempo eu vejo
As suas cores no seu olho, tão de perto
Me balanço devagar
Como quando você me embala
O ritmo rola fácil
Parece que foi ensaiado

E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é
Eu vou equalizar você
Numa freqüência que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim

Adoro essa sua cara de sono
E o timbre da sua voz
Que fica me dizendo coisas tão malucas
E que quase me mata de rir
Quando tenta me convencer
Que eu só fiquei aqui
Porque nós dois somos iguais

Até parece que você já tinha
O meu Manual de Instruções
Porque você decifrava os meus sonhos
Porque você sabe o que eu gosto
E porque quando você me abraça
O mundo gira devagar

E o tempo é só meu
E ninguém registra a cena
De repente vira um filme
Todo em câmera lenta
E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é

Eu vou equalizar você
Numa freqüência que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim.


Me Adora
Pitty

Tantas decepções eu já vivi
Aquela foi de longe a mais cruel
Um silêncio profundo e declarei:
"Só não desonre o meu nome"

Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim
E não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber

Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome

Não importa se eu não sou o que você quer
Não é minha culpa a sua projeção
Aceito a apatia, se vier
Mas não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Pacto

Fiz um pacto de silêncio com a minha vida.

Cansei de me deixar avaliar, investigar

Descobri que a melhor coisa que existe

É curtir sozinha, no máximo a dois

A delícia da minha intimidade

Fiz um pacto de silêncio com o meu coração

E não adianta ninguém querer adivinhar,

Dar palpites ou especular

O que ando fazendo, com quem ando saindo

É segredo meu, é assunto meu

Fiz um pacto de silêncio com o meu futuro

Gosto de pensar que o mistério é instigante

Acredito mesmo que a minha verdade é só minha

E somente com meus amigos, aqueles de sempre

Vou dividir a minha realidade

Fiz um pacto de silêncio com a minha poesia

Não que eu vá deixar de escrever, eu não conseguiria

Mas o que for só meu, só meu será

Os que me conhecem sabem onde encontrar

Todas as letras que deixo escapulir para o papel

Fiz um pacto de silêncio com as minhas emoções

E a partir de agora vai ficar mais difícil

O olhar maldoso, a inveja latente

Quero a paz da minha identidade

Afinal não sou pessoa imaginária...sou gente!

Krika

Solidão

Preciso de Alguém...
Que me olhe nos olhos quando falo.
Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência.
E, ainda que não compreenda,
respeite os meus sentimentos.

Preciso de alguém...
Que venha brigar ao meu lado
sem precisar ser convocado;
Alguém Amigo o suficiente para
dizer-me às verdades que não quero ouvir,
mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.

Nesse mundo de céticos, preciso de alguém...
Que creia, nessa coisa misteriosa,
desacreditada, quase impossível:
- A Amizade.
Que teime em ser leal, simples e justo.
Que não vá embora se algum dia eu
perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.

Preciso de um Amigo...
Que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida.
Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades.
Nas farras e pescarias,
nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade...

Grite em coro comigo:
“Nós ainda vamos rir muito disso tudo” e ria muito.
Krika

domingo, 29 de agosto de 2010

O que é a solidão...

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo..... isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar..... isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos.....isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida.....isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado..... isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma ...

(By Chico Buarque)

Pain

Penso que estou ficando imune a dor. Sinto um vazio tão grande. Um vazio de emoções, vazio de sentimento, um imenso e inatingível vazio.
Passeio nas tuas aventuras e penetro nas tuas entranhas... Não me encontro. Aprofunda-se a distância do que fui, do que tive.
Uma imensa solidão, sem lágrimas, sem dúvidas, somente o vazio.
Pergunto-me se o resgate do carinho, da imensidão de amizade ainda será possível.
Olho para dentro de mim e reconheço o amor ali imóvel, sem revolta, sem raiva, apenas sobrevivendo. Sem alimento, sem alegria, apenas resistindo. Talvez por ser verdadeiro, talvez por ser maior que eu mesma, talvez por ser tão forte...
Temo que o tempo não ajude a minimizar as lembranças, a saudade, mas que me torne cada vez mais imune a tudo que vem de você, sem querer, sem propósito. A frieza do tempo interior, a indiferença de alma, o vazio.
Hoje, sem querer, encontrei algo que me mostrou tão claramente a inutilidade de tudo que sinto, de tudo que eu queria acreditar que um dia com meu amor modifiquei.
E vejo-me tão perdida nas breves tentativas de mudar a história, de voltar a vida, de ter alguma alternativa.
Penso que estou ficando imune a dor porque não me sinto capaz nem mesmo de enfrentá-la de frente como sempre fiz e o pior é que não permito que quase ninguém veja esse meu pequeno mundo verdadeiro e particular.
Só eu e meu teclado me conhecem assim tão nua, tão frágil, tão desorientada, como se esse meu dom de escrever o que se passa na minha alma me levassem pra longe de tudo que me faz adoecer de solidão.
Krika

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

AUTO-RETRATO


Tenho olhos negros

Da cor de jabuticaba.
Tenho os pés fincados no chão
E a cabeça na lua e estrelas.
Não sou uma mulher alta
Mas sou uma grande mulher.
Tenho muitos amigos
E muito poucos melhores amigos.
Gosto de música de quase todos os tipos
E em algumas me encontro descrita.
Possuo a garra de quem sempre
Deseja para si o mais difícil
E gosto do que parece ser impossível...
Meus cabelos são castanhos
Mas também são pretos às vezes.
Tenho a idade que quero ter
E a alegria de quem ainda espera demais.
Minhas mãos não sossegam
Acarinham, escrevem, possuem...
Minhas pernas me levam sempre adiante
Quase nunca se dobram e quase nunca se cansam.
Falo muito, gosto do tom da minha voz
Mas nunca deixo que magoe quem não merece.
O meu sorriso é minha melhor arma
Minha defesa mais poderosa.
Sou dengosa, porém sou guerreira
Sou teimosa e tenho as minhas certezas.
Estou preservando a minha intimidade agora
Não preciso de aprovações ou platéia.
Posso ser tudo que alguém precisa
Ou o que nunca alguém terá.
Sou assim...
Dona de mim.

Krika


Falsa Intimidade - Martha Medeiros

Recebi esse texto hoje e parei para ler atentamente. Gosto do que a Martha escreve. Ela tem a capacidade de ir a fundo nas questões mais delicadas, de cutucar a ferida, de nos fazer rir e chorar. E esse é mais um dos textos nota dez dessa escritora ou descritora da alma feminina.

Chama-se: Falsa Intimidade

Fala-se muito sobre as frágeis relações amorosas de hoje, tão afetadas pela urgência de satisfazer desejos imediatos, pelas inúmeras possibilidades de contato instantâneo e pela pouca durabilidade dos sentimentos. Me pergunto: onde está o furo dessa história? O que perdemos no meio do caminho? Talvez nem tenhamos perdido, talvez simplesmente nunca tenhamos encontrado aquilo que só a poucos casais foi dado viver e que os mantém unidos a despeito de toda a artilharia.

A maioria, hoje, vive suas relações afetivas e sexuais de forma periférica. Contenta-se com cama, orgasmos e satisfação dos instintos. Isso somado a um cineminha, uma escapada no feriadão e um almoço em família configura uma privacidade compartilhada, e é o que basta para confirmar que a relação existe, seja ela chamada de rolo, namoro ou mesmo casamento.

Ainda me pergunto: onde está o furo da história? Por que essa privacidade compartilhada não se sustenta por muito tempo, não satisfaz 100% e gera tantas frustrações?

Com a possibilidade de acesso virtual a uma variedade de candidatos a grande amor e de seus cadastros (idade, profissão, time, fetiches), entrar na privacidade dos outros ficou muito fácil. Porém, em proporção inversa, perdeu-se a noção do que é intimidade, algo que nem mesmo algumas relações duradouras conseguem atingir.

Intimidade não se externa, não se divulga, não se oferece na internet. É nosso bem mais secreto, é onde guardamos a chave do nosso mistério, das nossas dores, das nossas dúvidas, da nossa emoção genuína. Não se compartilha isso com outra pessoa se ela não tiver sensibilidade suficiente para nos ouvir e entender, para nos aceitar e nos acrescentar, para nos respeitar e ofertar em troca sua própria intimidade, selando a partir daí um tipo de pacto que beira o sublime.

Essa intimidade requer confiança plena, compatibilidade na maneira de enxergar o mundo e nenhum instinto maléfico em relação ao outro. Intimidade é quando duas pessoas, mesmo distantes em espaço, estão profundamente unidas porque se reconhecem cúmplices, não competem pela razão. Claro que a intimidade não consegue evitar ciúmes e conflitos de ideias, e tampouco se pretende que ela acabe com a solidão de cada um, que é sagrada, mas ela assegurará a longevidade de uma união que será estabelecida pela generosidade do olhar: se estará mais preocupado em enxergar a alma do outro do que em fiscalizar para onde ele está olhando.

Amigos conseguem essa magia mais do que muitas duplas românticas, que frequentemente se enganam a respeito da falsa intimidade que o sexo faz supor. Invadir a privacidade alheia é moleza, basta um torpedo, um telefonema, um encontro. Mas ter acesso ao mundo interno que o outro habita e sentir-se à vontade nesse mundo é que torna tudo mais raro, mais mágico e mais eterno.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Meu reino por um homem interessante. Tati Bernardi


Novamente um texto de Tati Bernardi...

Uma angústia que vejo povoar a mente, o coração da maioria das mulheres, das minhas amigas e o meu...

Onde esta meu par? Onde anda aquele que dizem que vou conhecer qualquer dia e que vai mudar a minha vida? Onde está o homem que vai me fazer feliz?

Pois é...Tati dá essas respostas... Acredite, se quiser!
Depois que ler esse texto voce pode nem se abalar e continuar achando que tudo que faz esta certo, você pode desistir de entender ou você pode resolver dar uma mudada em tudo....rs

Vivo ou morto. Meu reino por um homem interessante.

Tati Bernardi

Não sei mais o que fazer das minhas noites durante a semana. Em relação aos finais de semana já desisti faz tempo: noites povoadas por pessoas com metade da minha idade e do meu bom senso.

Nada contra adolescentes, muitos deles até são mais interessantes e vividos do que eu, mas to falando dos "fabricação em série". Tô fora de dançar os hits das rádios e ter meu braço ou cabelo puxado por um garoto que fala tipo assim, gata, iradíssimo, tia. Tinha me decidido a banir a palavra "balada" da minha vida e só sair de casa para jantar, ir ao cinema ou talvez um ou outro barzinho cult desses que tem aberto aos montes em bequinhos charmosos. Mas a verdade é que por mais que eu ame minhas amigas, a boa música e um bom filme, meus hormônios começaram a sentir falta de uma boa barba pra se esfregar.

Já tentei paquerar em cafés e livrarias, não deu muito certo, as pessoas olham sempre pra mim com aquela cara de "tô no meu mundo, fique no seu". Tentei aquelas festinhas que amigos fazem e que sempre te animam a pensar "se são meus amigos, logo, devem ter amigos interessantes". Infelizmente essas festinhas são cheias de casais e um ou outro esquisito desesperado pra achar alguém só porque os amigos estão todos acompanhados. To fora de gente desesperada, ainda que eu seja quase uma.

Baladas playbas com garotas prontas para um casamento e rapazes que exibem a chave do Audi to mais do que fora, baladas playbas com garotas praianas hippye-chique que falam com voz entre o fresco e o nasalado (elas misturam o desejo de serem meigas com o desejo de serem manos com o desejo de serem patos) e rapazes garoto propaganda Adidas com cabelinho playmobil também to fora. O que sobra então? Barzinhos de MPB? Nem pensar. Até gosto da música, mas rapazes que fogem do trânsito para bares abarrotados, bebem discutindo a melhor bunda da firma e depois choram "tristeza não tem fim, felicidade sim" no ombro do amigo, têm grandes chances de ser aquele tipo que se acha super descolado só porque tirou a gravata e que fala tudo metade em inglês ao estilo "quero te levar pra casa, how does it sounds?"

Foi então que descobri os muquifos eletrônicos alternativos, para dançar são uma maravilha, mas ainda que eu não seja preconceituosa com esse tipo, não estou a fim de beijar bissexuais sebosos, drogados e com brinco pelo corpo todo. To procurando o pai dos meus filhos, não uma transa bizarra.

Minha mais recente descoberta foram as baladinhas também alternativas de rock. Gente mais velha, mais bacana, roupas bacanas, jeito de falar bacana, estilo bacana, papo bacana… gente tão bacana que se basta e não acha ninguém bacana.

Na praia quem é interessante além de se isolar acorda cedo, aí fica aquela sensação (verdadeira) de que só os idiotas vão à praia e às baladinhas praianas.

Orkut, MSN, chats… me pergunto onde foi parar a única coisa que realmente importa e é de verdade nessa vida: a tal da química.

Mas então onde Meu Deus? Onde vou encontrar gente interessante? O tempo está passando, meus ex já estão quase todos casados, minhas amigas já estão quase todas pensando no nome do bebê,… e eu? Até quando vou continuar achando todo mundo idiota demais pra mim e me sentindo a mais idiota de todos?

Foi então que eu descobri. Ele está exatamente no mesmo lugar que eu agora, pensando as mesmas coisas, com preguiça de ir nos mesmos lugares furados e ver gente boba, com a mesma dúvida entre arriscar mais uma vez e voltar pra casa vazio ou continuar embaixo do edredon lendo mais algumas páginas do seu mundo perfeito.

A verdade é que as pessoas de verdade estão em casa. Não é triste pensar que quanto mais interessante uma pessoa é, menor a chance de você vê-la andando por aí?


terça-feira, 3 de agosto de 2010

A Mulher da Minha Vida

Mais uma noite insone e finalmente, diante dos meus olhos uma verdade que eu me recusava a ver. Eu queria ser a mulher da tua vida, não consegui. Descubro, então, que eu preciso voltar a ser a mulher da minha vida.

Preciso abandonar velhas convicções, velhas certezas, velhos desejos e voltar pra mim. Restaurar esse meu coração que é o patrimônio histórico da minha humanidade. Preciso olhar pra dentro, ver o que restou, cuidar do que sobrou e reviver. Preciso voltar para os meus braços, sentir novamente a segurança de ser acarinhada por mim, pensar em mim, amar a mim.

Fiz as pazes com a vida e voltei a caminhar. Grandes passos na caminhada, pequenos passos na mudança que planejei para mim. Olhar para dentro de tudo que restou e fazer valer a pena o que há por vir. Acho que ainda tenho boas surpresas esperando para acontecer na minha vida, acredito que mereço ser feliz, mesmo que sozinha. Afinal, ninguém consegue ser totalmente só, se tem a companhia de suas próprias palavras.

E para fazer isso, precisei abandonar você. Largar de mão a tua vida. Porque tantas vezes eu voltei para a tua vida e você nem soube. Fui tua, inúmeras vezes dentro da minha solidão. Estive te olhando, estive esperando, estive vivendo a tua vida. Está realmente na hora de abandonar você. Não por nada que você tenha feito, mas por mim. Para voltar a ser a mulher da minha vida.

Preciso ganhar uma lufada de vento no rosto, preciso enfiar areia no meio dos dedos dos pés, preciso sentir a água gelada do mar escorrer pelo meu corpo e saber que não morri, que sobrevivi depois do mergulho profundo desse afogamento de amor.
Preciso catar os cacos dessa dor estilhaçada, preciso catar os restos dessa tentativa frustrada, preciso aspirar as lágrimas empoeiradas pelo tempo e enterrar no fundo das minhas lembranças. Voltar a tona eu preciso.

E feito isso, preciso tomar posse da minha vida novamente. Preciso ser de novo dona de mim. Porque se tenho defeitos ou qualidades não importa, o que importa é que tenho a certeza que sou hoje, a melhor opção para mim. Que sou o que eu mereço, que vivi intensamente tudo que desejei e isso fez de mim essa mulher que eu preciso, que me agrada, me seduz, me convence.

Hoje retomo as minhas rédeas para ser pra sempre; A MULHER DA MINHA PRÓPRIA VIDA.

By Krika