Me irrita essa coisa das pessoas não aguentarem o tranco de ser e aceitar alguém do jeito que se é. Essa história de inventar um personagem pro início da história, com medo de deixar transparecer os defeitos que seriam um motivo pra pessoa cair fora. “Não sou ciumenta”, “quase não bebo”, "nossa que homem bonito"... Se alguém tiver que esperar esse comportamento de mim, aviso logo que é melhor esperar sentado. Ou melhor, nem espere. Quando me envolvo com alguém faço questão de deixar claro o que gosto e o que me incomoda. Não gosta de sinceridade? Então nem perca seu tempo comigo. Costumo ser sincera até demais, e sei que são poucos que aguentam. Não espere que eu seja aquela mulher montada que já acorda de maquiagem. Primeiro que além de só me maquiar pra sair, não tenho paciência. Não nasci pra ser bonequinha, sou mulher. Também tenho minhas crises do “não tenho roupa”, mas isso não me impede de ir a lugar algum. Tenho TPM, sinto necessidade de chocolate, gosto de sair, bebo igual à homem. Me irrita só pra você ver!
Tenho milhares de defeitos, mas tenho uma qualidade que é dom pra poucos: sou totalmente coração. Sei ser racional, mas valorizo quem coloca seu bem estar acima do orgulho, que usa a inteligência. E é esse tipo de gente que me atrai. Costumo ser paciente também, não gosto de discutir relação, mas gosto de jogo limpo. Ninguém é obrigado a ficar com ninguém, portanto, quando a decisão é tomada espero que o egoísmo seja deixado de lado. Tenho um senso de justiça forte, não gosto de sacanear e nem ver ninguém passando por isso. E acima de tudo, acredito que não precisamos mudar ou tentar ser diferente pra conquistar alguém. Quem gostar de você, vai aceitar seus defeitos, vai ressaltar suas qualidades, vai te fazer feliz do jeito que tem que ser. Até porque, não se muda personalidade, nem valores; pode-se mudar comportamentos e atitudes!
“Ah, porque fulano é um gato, vou ter que fazer dieta, começar a malhar, comprar roupa nova.” Se tiver que mudar por alguém, mude por você mesmo, se valorize mais. Porque se algo não der certo, seu trabalho não vai ter sido em vão. Te fez melhor de alguma forma, te acrescentou, maravilha. O importante aqui é como você se sente, e não como alguém te vê. Antes de se preocupar com uma terceira pessoa, preocupe-se com você. Não esqueça que até na hora de conjugar um verbo, o “eu” vem como primeira pessoa. Ame tudo o que há para amar, deseje tudo o que há para se desejar, mas não deixe de lado a pessoa mais importante de toda a relação, não deixe de lado o futebol com os amigos, as compras com as amigas, não deixe de lado suas particularidades. O amor não bate a porta, não respeita o circuíto interno de segurança, o amor é oposto, por vezes oposto até, a aquilo que acreditamos ser amável; mas você, mesmo sendo refém deste amor imposto, tem uma grande moeda de troca, talvez a moeda que fará deste amor, um amor eterno... Sua, total, singularidade.
Tô aprendendo a usufruir mais da minha própria companhia, e vou te falar. Tá sendo ótimo. Gasto minhas horas livre no salão, na cafeteria, rindo com meus amigos, aprendendo a ser feliz com a única pessoa que pode me fazer feliz de verdade, e que em hipótese alguma vai me abandonar: eu mesma. E só aprendendo melhor a me amar, posso assim amar o outro. Tente fazer isso! KB
quinta-feira, 5 de junho de 2014
É triste quando a gente passa uma impressão totalmente distorcida da realidade para poder se defender de tudo que já passou. Vira e mexe percebo que muitas pessoas têm a impressão errada sem ao menos conhecer o outro mais a fundo. Alguns acreditam que sou saideira demais, outros que sou arrogante. Acho que a maioria não para pra pensar se tudo que está diante dos olhos, é de fato, o que a pessoa é, ou uma capa. Uma maneira meio boba de auto-defesa. Não culpo quem tem esse tipo de interpretação, mas confesso que acho uma tremenda besteira falar sem saber o que está falando ou sem ao menos conhecer. Às vezes, por trás dessa capa, tem uma pessoa incrível que daria de tudo para que alguém conseguisse enxergar o quanto ela tem a oferecer por dentro. Às vezes nos machucamos e passamos por coisas tão complicadas, que acabamos mudando de comportamento involuntariamente. Não por querer, mas por medo de se decepcionar mais mesmo, pela falta de opção. Não é a natureza, mas as circunstâncias que impõe tal mudança. Sabe essas meninas que vivem saindo ou tentando provar pra si mesmas o quanto se bastam e não precisam de ninguém pra nada? Será que alguém imagina o quanto elas deitam e choram abraçadas com o travesseiro durante a noite? Ou aquelas que fazem o biotipo boazonas que nunca estão sozinhas? Alguém imagina o quanto elas gostariam de ter uma companhia? Não existe ser humano absoluto. Todo mundo necessita de carinho, atenção. Todo mundo sabe amar, e todo mundo tem amor de sobra para oferecer. Julgar pela capa nem sempre é o melhor caminho. Você pode acabar não conhecendo o recheio pelo receio da embalagem. Dar ouvido a comentários ou se importar com a primeira impressão, só faz com que você deixe de se permitir conhecer pessoas que poderiam fazer a diferença. Já ouviu aquela história, o que seria do laranja se todos gostassem do amarelo? O que vale pra um, não necessariamente valerá para outro. O que não presta pro outro, pra você pode valer mais do que um diamante. Não seja burro de se envolver por terceiros. Tenha personalidade. Ninguém melhor do que você mesmo para saber o que pode te fazer bem de verdade. Os outros? Bom, como o nome já diz, são os outros. Tratemos de nos importar com o que realmente vale a pena. Krika
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