domingo, 17 de janeiro de 2010

A Águia que existe em mim

Ainda que eu force a minha consciência,
Ainda que custe toda minha sanidade,
Ainda que os nós da minha alma
Atravessem meu coração
E o arranque de forma brutal
Arrastando consigo a minha fortaleza,
Ainda que eu esteja desnuda, de corpo aberto,
Ainda que todo o meu sangue seja derramado
E em minhas artérias circule apenas o vácuo do que um dia eu fui,
Ainda assim, permanecerei de pé.
Eu costurarei meus farrapos
E construirei uma nova armadura,
Dessa vez ainda mais forte.
Inventarei um novo coração,
Dessa vez ainda mais doce.
Desenharei um novo sol,
Dessa vez ainda maior,
Por que é o que sou:
Uma forte guerreira,
Indestrutível,
Uma águia
Que se reconstrói
Arrancando as próprias penas
E as próprias garras
Para em seu lugar
Brotar a renovação.

Krika

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