
A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando... A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar. Mas uma coisa parece estar sempre presente... A busca pela felicidade com o amor da sua vida. Desde pequenos ficamos nos perguntando "quando será, q vai chegar?" E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida "será que é ele"? Como dizia minha mãe: "nessa idade tudo é definitivo", pelo menos a gente achava q era. Cada namorado era o novo homem da sua vida. Faziam planos e, de repente... PLAFT! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito "do próximo". Vc percebe q cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural. Agora, vc procura melhor e começa a ser mais seletiva. Vc procura por alguém q cuide de você quando está doente, q não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua prima, q jogue "imagem e Ação" e se divirta como uma criança, q sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando está de short, camiseta e chinelo.
Quando iniciamos um novo relacionamento somos tomados por uma série de expectativas com relação à outra pessoa e tudo o que poderemos viver com ela. Fantasiamos nossos sonhos e ficamos esperando que o outro os realize, exatamente da maneira como idealizamos. No entanto, nos esquecemos que o outro também entrou no relacionamento com os seus sonhos e desejos que espera serem realizados por nós. Então, de repente um dos lados se frustra achando que escolheu a pessoa errada, pois está com alguém que não lhe completa e resolve terminar o relacionamento.
Após esse término provavelmente os dois serão atingidos pela pior dor que pode existir que é a dor de amor. Para ela não há anestesia ou remédio que diminua o aperto no peito, a falta de ar, a vontade de morrer e a sensação de que nunca mais amará outra pessoa na vida. Para acompanhar e intensificar essa dor aparece um conflito entre amar e odiar a pessoa que foi capaz de nos causar tamanha tristeza. Mas será que quando choramos realmente é pela falta do outro? Muitas vezes a dor que sentimos pode ser causada pela rejeição, pela dificuldade em acostumar-se com a falta de uma companhia, pela saudade das risadas, por não sermos amados na mesma intensidade que amamos e etc.
Essa dor tende à durar um tempo, mas é sadia e faz bem chorar e se recolher por um tempo para poder elaborar o que aconteceu e aí estar pronto para viver novamente. A dor de amor pode ser comparada a um corte profundo que precisou de alguns pontos para ser fechado e diminuir o sangramento. Enquanto os pontos estão cicatrizando o local dói, fica incomodo e precisa de curativos diários. Porém, depois de cicatrizado já não se sente mais nada e o que restou foi apenas uma marquinha na pele, que com o tempo pode até desaparecer. Como disse Nietzsche O que não provoca a minha morte faz com que eu fique mais forte.
Para ajudar na sua cicatrização lembre-se que ninguém é insubstituível, que a vida é para ser vivida e que não devemos ficar tão apegados ao amor do outro porque devemos nos amar em primeiro lugar. Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi
Krika

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