Um verso, um substantivo, um sentimento
Tem coisas sem palavras
Não há como decifrá-las
Algo se esconde no meio do sono
Não há perguntas, nem respostas na ponta da língua
Sobre meus lábios escrevi silêncio
Decifrar o real é tarefa árdua
Fatos não são sonhos
No papel em branco
Não sei desenhar o que não tem significado
No meu colar de alma não caminharei com a imaginação
Num caderno de ventos vejo poesias se despetalando
Com incongruências mal resolvidas
Um veneno para a alma
Enquanto me permite o destino
Entro e saio por portas abertas
Deixando para trás os rastros de minhas intenções
Inventando mudanças
Seguindo um rumo que só eu conheço
Por longos momentos saio da vida e vejo-a de fora
Sou guiada pelo som que escuto
Não aceito a mórbida imobilidade que nos confunde a morte
Movo meu mundo com palavras, música...
Desnudo discursos orações e linguagens
Meu próprio rastro é apagado com o vento
Nem tempo, nem espaços me detém
Minha alma segue dançando com prosa e poesia
Busco meus sonhos que se encontram ocultos
Através da estrela que ilumina meus pensamentos
Às vezes grito em silêncio e faço de minha voz melodia
Vibro sinto, seduzo e beijo a sombra de quem fui.
Krika

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