terça-feira, 25 de maio de 2010

Reflexão

Um verso, um substantivo, um sentimento

Tem coisas sem palavras

Não há como decifrá-las

Algo se esconde no meio do sono

Não há perguntas, nem respostas na ponta da língua

Sobre meus lábios escrevi silêncio

Decifrar o real é tarefa árdua

Fatos não são sonhos

No papel em branco

Não sei desenhar o que não tem significado

No meu colar de alma não caminharei com a imaginação

Num caderno de ventos vejo poesias se despetalando

Com incongruências mal resolvidas

Um veneno para a alma

Enquanto me permite o destino

Entro e saio por portas abertas

Deixando para trás os rastros de minhas intenções

Inventando mudanças

Seguindo um rumo que só eu conheço

Por longos momentos saio da vida e vejo-a de fora

Sou guiada pelo som que escuto

Não aceito a mórbida imobilidade que nos confunde a morte

Movo meu mundo com palavras, música...

Desnudo discursos orações e linguagens

Meu próprio rastro é apagado com o vento

Nem tempo, nem espaços me detém

Minha alma segue dançando com prosa e poesia

Busco meus sonhos que se encontram ocultos

Através da estrela que ilumina meus pensamentos

Às vezes grito em silêncio e faço de minha voz melodia

Vibro sinto, seduzo e beijo a sombra de quem fui.

Krika

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